Ashtanga Yoga é um sistema de yoga postural: uma sequência fixa de posturas (asanas), conectadas por respiração e movimento (vinyasa), praticada sempre na mesma ordem. Não é uma aula de yoga entre várias opções da semana — é uma prática que se repete, dia após dia, até que o corpo e a respiração a conheçam de memória.
O método foi sistematizado por Sri K. Pattabhi Jois, em Mysore, na Índia, a partir dos ensinamentos de seu professor, Sri T. Krishnamacharya. Depois de Pattabhi Jois, a transmissão seguiu com sua filha, Saraswathi Jois, e com seu neto, Sharath Jois — a mesma linhagem que orienta o ensino na Kurma Shala.
Numa aula comum, o professor decide o que vai acontecer naquele dia. Na prática de Ashtanga, a sequência já está definida — o que muda é o aluno. Cada dia o corpo chega diferente: mais rígido, mais aberto, mais cansado. A série é a mesma; a experiência dela, não. É esse encontro entre repetição e atenção que os praticantes chamam de prática.
"Vande gurunam caranara vinde" — eu curvo-me ante os pés de lótus dos mestres. O mantra de abertura do Ashtanga reverencia Patanjali e todos os professores que sustentaram essa transmissão até hoje.
Na Kurma Shala, a prática acontece no formato Mysore, de segunda a sexta, com aula guiada aos sábados. Cada aluno pratica sua própria sequência dentro de uma sala coletiva, com orientação individual do professor. Não existe pré-requisito de flexibilidade ou idade — existe disposição para voltar ao tapete.